Terapia Neurocinética – Um estudo de Caso sobre o Piriforme

Terapia Neurocinética – Um estudo de Caso sobre o Piriforme

Artigo traduzido pelo meu bom amigo Pedro Simão, de Belo Horizonte, proprietário do “Studio Funciona! by Pedro Simão”.

Sem mais delongas, passo a palavra ao Pedro e agradeço pela grande contribuição…

 

Esta é uma tradução do artigo original de título “The Piriformis is a Real Pain in the Ass” produzido em 19 de fevereiro de 2012 e encontrado na página da Terapia Neurocinética (neurokinetictherapy.com), técnica que inclusive está sendo trazida para o Brasil pelos companheiros da Empresa Fortius – Atividade física sem limites – e que promete agregar muito valor à prática de quem trabalha com movimento, como personal trainers, fisioterapeutas, etc. Vale a pena conferir!

Os interessados podem clicar no link: Certificação Internacional em Terapia Neurocinética.

O que me motivou a fazer esta tradução, foi uma experiência que tive com uma cliente, na qual pude visualizar exatamente a “bagunça”, relatada pelo artigo, que um piriforme hipertônico pode causar e a “mágica” que a sua correção pode fazer ao “trazer de volta” os outros músculos que estavam inibidos. O interessante é que já havia lido este artigo antes do episódio ocorrido, mas não havia processado até então.

Vamos lá!

 

O Piriforme é um verdadeiro Pé no Saco

David Weinstock

O músculo piriforme é o mais superior dos rotadores externos profundos do quadril. O nervo ciático passa por baixo dele e às vezes o atravessa. A hipertonicidade do piriforme pode contribuir para vários tipos de dor lombar, também conhecida como Síndrome do Piriforme.sciatica

Nós iremos examinar os fatores que tornam o músculo piriforme hipertônico, pois assim podemos ter uma estratégia de tratamento efetiva. O desequilíbrio mais comum associado a esta condição é um piriforme facilitado inibindo os rotadores internos do quadril do mesmo lado. Estes músculos, como o glúteo médio, glúteo mínimo e tensor da fáscia lata são mais propensos à inibição. Este equilíbrio pode facilmente ser averiguado através do protocolo de teste muscular manual empregado pela Terapia Neurocinética. A liberação do músculo piriforme, é imediatamente seguida pela ativação dos rotadores internos do quadril para reprogramar o padrão de movimento disfuncional que havia se instalado no centro de controle motor. Esta mudança é primeiramente armazenada na memória de curto-prazo, e, por isso mesmo, se torna imperativo para o cliente realizar o “trabalho de casa” duas vezes ao dia, com o intuito de converter o padrão de movimento funcional para a memória de longo-prazo.

O piriforme também é um sinergista para o glúteo máximo na extensão do quadril. Ocorrem problemas quando o glúteo máximo se torna inibido, o que é muito comum. O piriforme não foi projetado para suportar a carga do glúteo máximo, dada sua relação de músculo local para global (N.T: Frequentemente tenho lido o David dizer que quando um músculo local, como o pririforme, tenta tomar para si as tarefas de um músculo global, como o glúteo máximo, certamente teremos problemas). Além disso, quando os flexores do quadril, como o psoas, se tornam inibidos, o piriforme pode se tornar facilitado devido a relação agonista/antagonista. Frequentemente, o piriforme será assistido pelo quadrado lombar do mesmo lado para compensar por um psoas inibido. Isto irá criar um caso significativo de dor lombar.

Como o piriforme é um rotador externo do quadril, ele trabalha com os rotadores internos opostos do quadril para criar rotação lombar ipsilateral. Portanto, inibição dos rotadores internos contralaterais do quadril ou dos rotadores externos contralaterais irá gerar facilitação do piriforme. Fotos destes testes (N.T: Falando em relação aos testes que irão confirmar a facilitação/inibição dos músculos citados), estão em meu livro “Neurokinetic Therapy”. NKT-bookO piriforme também roda externamente o sacro e pode ser um dos principais contribuintes de disfunções na articulação sacro-ilíaca. Isto é frequentemente visto em um padrão de marcha disfuncional, onde a descarga de peso na perna que move a frente é comprometida. O sacro normalmente roda externamente durante esta ação. O exame dos músculos que contribuem para esta ação, incluindo aqueles que geram flexão lateral da coluna é crucial para revelar este padrão. Por exemplo, o piriforme direito pode estar inibindo o quadrado lombar esquerdo, o eretor lombar esquerdo, o psoas esquerdo, etc.

Um funcionamento apropriado do músculo piriforme é crucial para manter a saúde da lombar e articulação sacro-ilíaca. Conhecer como avaliar e tratar um piriforme hipertônico é a chave para resolver padrões de movimentos disfuncionais associados à dor lombar e disfunção da articulação sacro-ilíaca.

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